Monografia em 2015, UNESA - Nova Iguaçu - Tecnólogo em Radiologia
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
CURSO TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA
FÁBIO
CESAR DA SILVEIRA CANDIDO
Medidores
Nucleares, seus Tipos e Áreas de Utilização na Indústria.
NOVA
IGUAÇU
2014
FÁBIO
CESAR DA SILVEIRA CANDIDO
Medidores Nucleares,
seus Tipos e Áreas de Utilização na Indústria.
NOVA
IGUAÇU
2014
FÁBIO CESAR DA SILVEIRA CANDIDO
Medidores Nucleares,
seus Tipos e Áreas de Utilização na Indústria.
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BANCA EXAMINADORA
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RESUMO
O presente
trabalho teve como objetivo apresentar os tipos de medidores nucleares e os
materiais radioativos utilizados, demonstrando sua relevância no controle de
processos industriais e a necessidade da capacitação adequada dos profissionais
(IOE) para atuarem neste seguimento da indústria. Foram efetuadas pesquisas em
monografias e livros relacionadas à área. Ao término da pesquisa constatou-se
que alguns setores da indústria que trabalham com a necessidade de controle de
nível, densidade, controle de espessura utilizam medidores nucleares e para
atuar nesta área é exigido algumas certificações.
.
Palavras-chave: nucleares, medidores, indústria.
ABSTRACT
The
present study aimed to introduce the types of nuclear gauges and radioactive
materials, demonstrating its relevance in industrial process control and the
need for adequate training of professionals (IOE) in this action to serve the
industry. Searches were done in monographs and books related to the area. At
the end of the study it was found that some industry sectors that work with the
need to control level, density, thickness control using nuclear gauges and to
act in this area is required some certifications.
Keywords:
nuclear, gauges, industry.
SUMÁRIO
|
1.
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INTRODUÇÃO
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06
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2.
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REVISÃO LITERÁRIA
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08
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2.1
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RADIOATIVIDADE
E MATERIAIS RADIOATIVOS
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09
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2.2
|
LEGISLAÇÃO
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2.3
|
MEDIDORES
NUCLEARES
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2.3.1
|
TIPOS DE
MATERIAIS RADIOATIVOS UTILIZADOS EM MEDIDORES NUCLEARES
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2.4
|
ÁREAS DE
APLICAÇÃO INDUSTRIAL QUE UTILIZAM MEDIDORES NUCLEARES
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2.4.1
|
TIPOS DE
MEDIDORES
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2.5
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CAPACITAÇÃO E
CERTIFICAÇÃO DOS IOES
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2.6
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MODELO DE
PLANO DE RADIOPROTEÇÃO PARA USO DE MEDIDORES NUCLEARES
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3
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MATERIAL E MÉTODO
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4
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RESULTADO E DISCUSSÃO
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5
|
CONCLUSÃO
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6
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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1.
INTRODUÇÃO
O homem sempre conviveu com a radioatividade. Na
superfície terrestre pode ser detectada energia proveniente de raios cósmicos e
da radiação solar ultravioleta. Nas rochas, encontramos elementos radioativos,
como o urânio-238, urânio-235, tório-232, rádio-226 e rádio-228. Até mesmo em
vegetais pode ser detectada a radioatividade: as batatas, por exemplo, contêm
potássio-40. As plantas, o carbono-14. No nosso sangue e ossos encontram-se
potássio-40, carbono-14 e rádio-226. O fenômeno da radioatividade foi
descoberto pelo físico francês Henri Becquerel, em 1896. Becquerel realizou
diversos estudos e verificou que sais de urânio emitiam radiação semelhante à
dos raios-X, impressionando chapas fotográficas (CNEN, 2014).
A aplicação da radioatividade na área de saúde foi
possível a partir de estudos iniciados por Marie Curie (Prêmio Nobel em 1903 e
1911) que, juntamente com seu marido Pierre Curie (que com ela dividiu o Nobel
de 1903), lançaram as bases da radioquímica e da radioanálise ao utilizarem a
detecção da radioatividade para indicar onde estava o material de interesse. No
estudo inicial, o casal Curie percebeu que amostras brutas do
minério pitchblende eram mais radioativas que amostras de urânio
purificado, obtidas do mesmo minério, e concluíram que deveria haver ali outro
elemento que também emitisse radioatividade. Assim, Madame Curie pôs-se em
árduo trabalho de separação, conseguindo obter 9 ng de polônio, a partir de 100
g do mineral, e 100 mg de rádio, processando toneladas de pitchblende (MARQUES,
2011).
Na indústria, os radioisótopos são
extremamente úteis. Um dos primeiros usos dos radioisótopos foi a
radiografia. O conhecido aparelho de raios X foi substituído por um
emissor de raios γ, que é mais facilmente manejado, embora deva ser
contida numa espessa blindagem de chumbo, quando não está em uso. A radiografia
industrial permite testar produtos industriais sem danificá-los e em poucos
segundos (GAINES, 1975).
Nos métodos atuais de produção, inclusive os
automatizados são constantemente vigiados para garantir a qualidade na
produção. Muitos processos são de extrema velocidade e por isso este controle
de qualidade é feito por medidores nucleares que empregam radiações ionizantes
(ROCHA, 2005).
O objetivo deste trabalho é evidenciar medidores
nucleares, seus tipos e áreas de aplicação na indústria bem como descrever
normas em vigor para atuação e exercício da profissão nesta área da indústria,
bem como onde o tecnólogo pode atuar nesta área.
Todos os setores da indústria que trabalham com a
necessidade de se manter nível, densidade, controle de espessura de forma
automatizada, trabalham com medidores nucleares para garantir este controle.
Esses medidores fazem uso de radiação ionizante, radiação Gama por exemplo.
Existe a necessidade de capacitação de profissionais para trabalhar com estes
tipos de materiais radioativos porque na indústria sua grande maioria é de
categoria 3.
2.
REVISÃO LITERÁRIA.
2.1 RADIOATIVIDADE E MATERIAIS RADIOATIVOS.
O esquecimento de uma rocha de urânio sobre um filme
fotográfico virgem levou à descoberta de um fenômeno interessante: o filme foi
velado (marcado) por “alguma coisa” que saía da rocha, na época denominada
raios ou radiações. Outros elementos pesados, com massas próximas à do urânio,
como o rádio e o polônio, também tinham a mesma propriedade. O fenômeno foi
denominado radioatividade e os elementos que apresentavam essa propriedade
foram chamados de elementos radioativos. Comprovou-se que um núcleo muito
energético, por ter excesso de partículas ou de carga, tende a estabilizar-se,
emitindo algumas partículas (CARDODO, 2014).
Chama-se de radioatividade, toda a desintegração
espontânea do núcleo do átomo pela emissão de partículas subatômicas chamadas
partículas alfa, partículas beta, e raios-X ou raios gama (fótons). Radiação
alfa (α): Mostrada na figura (2) é constituída por dois prótons e dois
nêutrons, partícula positiva, é emitida por um núcleo com excesso de energia
com um dos processos de estabilização de um núcleo. Depositam uma grande
quantidade de energia em curtas distâncias, limitando sua penetração. O alcance
no ar é de cerca de 2 (dois) a 5 (cinco) cm. Não é considerada como capaz de
dano por irradiação externa porque é facilmente parada pela camada superficial
de pele. Caso um emissor alfa seja inalado ou ingerido, torna-se uma fonte
importante de exposição interna (ANDREUCCI, 2004).
As partículas alfa são emitidas como energias
discretas e características do núcleo pai. A desintegração alfa é
característica de núcleos pesados (Z > 82), salvo exceções, sendo que a
maioria dos nuclídeos emissores alfa são naturais (XAVIER, 2006).
Radiação beta (β): Este tipo de radiação ocorre quando
existe no núcleo um excesso de nêutrons em relação a prótons. A interação
acontece através da emissão de uma partícula negativa, um elétron, resultante
da conversão de um nêutron em um próton. No caso de existir excesso de cargas
positivas (prótons), é emitida uma partícula beta positiva, chamada pósitron,
resultante da conversão de um próton em um nêutron. A emissão de radiação beta
é um processo mais comum entre os núcleos leves ou de massa intermediária, que
possuem um excesso de nêutrons ou de prótons em relação à estrutura estável
correspondente. A partícula beta negativa possui as mesmas características dos
elétrons atômicos, porém tem origem no núcleo. A emissão de partícula β- é
diferente das emissões α uma vez que as partículas β- são emitidas em um
espectro contínuo de energia, variando de zero até um valor máximo,
característico do núcleo pai. Esta energia máxima está na faixa de 0,05 - 3,5
MeV, para os nuclídeos mais comuns. Como o núcleo possui níveis de energias
discretos, a emissão de uma partícula com espectro contínuo de energia é
explicada pela emissão de uma segunda partícula, neste caso o antineutrino. O
antineutrino transporta a diferença de energia existente entre a energia da
partícula beta negativa e a energia disponível, dada pela diferença de massa
entre o núcleo pai e os produtos da desintegração (Q) (XAVIER, 2006).
Radiação gama (γ): As radiações gama são liberadas de
núcleos de átomos instáveis, não tem carga elétrica. São ondas
eletromagnéticas, que não possuem massa e se propagam com a velocidade de
300.000 km/s, para qualquer valor de sua energia. Pode-se dizer também que é um
fenômeno natural que pode ocorrer de muitas formas. Estamos expostos a ela como
a luz visível em nossas vidas diárias, nos solos, nas rochas, nos alimentos, no
ar, raios cósmicos de estrelas distantes, máquinas de raios-x, combustível
usado em usinas nucleares e outros. Dependendo da forma de energia que ela
possua, podemos descrevê-la de duas formas: radiação ionizante ou não
ionizante. Este tipo de radiação é utilizado, por exemplo, em medidores
nucleares que utilizam o Amerício 241, como aqueles utilizados para medição de
níveis de líquidos em embalagens opacas. Meia vida de um radionuclídeo – é o
tempo necessário para que uma fonte reduza pela metade suas atividades
radioativas. A meia vida varia de acordo com a fonte radioativa. (ANDREUCCI,
2004)
Material radioativo é qualquer material que contenha
radionuclídeos e no qual tanto a concentração da atividade quanto a atividade
total na expedição excedam os valores especificados.
2.2 LEGISLAÇÃO.
2.3 MEDIDORES NUCLEARES
Dispositivo usado em numerosos setores da indústria,
principalmente em controle de processos e controle de qualidade. Consiste
basicamente de uma fonte de radiação blindada combinada com um detector, de tal
maneira que a radiação interatue com o material examinado antes de alcançar o detector
assim informando os dados em tempo real. (CARLITTO, 2001)
Podem ser fixos e portáteis,
destinados ao controle de processos industriais. Os medidores fixos podem ser
utilizados como medidores de nível interno de tanques nas indústrias químicas,
siderúrgicas ou para controle de espessura de papel ou chapas metálicas finas.
Os medidores portáteis se destinam ao controle de densidade da matéria prima
para produção de papel e outras aplicações. Os equipamentos medidores nucleares
fixos em geral são operados automaticamente sem a necessidade de pessoal
especializado, já os medidores portáteis são operados manualmente por pessoal
capacitado pela própria empresa e com treinamento em radioproteção (ANDREUCCI,
2009)
Fontes radioativas seladas são utilizados em todo o
mundo na medicina, indústria, agricultura, investigação, educação e variam
muito em classificação de riscos. Em 2005, a AIEA publicou um
classificação com base no risco de fontes radioativas e práticas, que utiliza
cinco categorias. A categoria atribuído a cada prática ou substância radioativa
nuclear que a fonte vedada é feita e leva em conta fatores como o seguinte:
1 risco radiológico associado a fonte;
2 A natureza do trabalho (ou aplicativo para o qual é utilizada a fonte);
3 A mobilidade da fonte, a experiência de acidentes relatados;
4. Típica contra atividades exclusivas dentro de um aplicativo.
Estes fatores foram usados para designar as fontes e
práticas para uma das cinco categorias. Se não for administrada de forma segura.
Para categoria 1 são considerados fontes que apresentam o maior risco para a
saúde humana, enquanto Categoria 5 fontes representam o menor risco. Neste caso
os medidores nucleares estão classificados como categoria 3 Risco Moderado
(CNSC, 2009).
2.3.1 TIPOS DE MATERIAIS RADIOATIVOS UTILIZADOS EM MEDIDORES NUCLEARES.
Dentre um total de 3.315
fontes radioativas utilizadas, as principais são: Cs137, Am241, Co60, Sr90,
Kr85 e suas características:
*Cs137: Elemento de césio (Z = 55), Filho: Ba-137 (β-, 100%), Reação Q:
1175,63 keV (β-), Pai (s) pode (s): (β-, 100%), Período (T ½): 30.05 (8) a ≡
948,3 (25) 106 s, Constante radioativo (λ): 730,9 (19) 10-12 s-1, Atividade
específica (Am): 3213 (9) 1012 Bq.g-1 (INEEL, KRI – 2006).
*Am241: Elemento: amerício (Z = 95), Filha (s): (α, 100%), Valor Q:
5637,82 keV (α), Possível pai (s): (β-, 100%), Meia-vida (t meia): 432,6 (6)
para ≡ 13,652 (19) s 109, Constante de decaimento (λ): 50.77 (7) 10-12 s-1,
Atividade Massa (Am): 126,88 (18) 109 Bq.g-1 (Raw – 2009).
* Co60: Elemento: cobalto (Z = 27), Filha (s): Ni-60 (β-, 100%), Valor Q:
2823,07 keV (β-), Possível pai (s): (I.T., 99,8%), Meia-vida (t meia): 5,2711
(8) para ≡ 166,340 (25) s 106, Constante de decaimento (λ): 4,1671 (6) 10-9
s-1, Atividade Massa (Am): 41,824 (6) 1012-1 Bq.g (INEEL – 2006).
*Sr90: Elemento: estrôncio (Z = 38), Filha (s): (β-, 100%), Valor Q:
545,9 keV (β-), Possível pai (s): (β-, 100%), (-β, 97,4%), Meia-vida (t ½):
28,80 (7) para 908,8 ≡ (22) 106 s, Constante de decaimento (λ): 762,7 (19)
10-12 s-1, Atividade Massa (Am): 5.103 (12) 1.012 Bq.g-1 (CEA / LNE-LNHB – 2005).
*Kr85: Elemento: Krypton (Z = 36), Filha (s): Rb-85 (β-, 100%), Valor Q:
687,1 keV (β-)
Possível pai (s): (I.T., 21,4%), Meia-vida (t ½): 10,752 (23) para ≡
339,3 (7) 106 s, Constante de decaimento (λ): 2,0429 (44) 10-9 s-1, Atividade
Massa (Am): 14,474 (31) 1012 Bq.g-1 (CEA / LNE-LNHB – 2003)
2.4 ÁREAS DE APLICAÇÃO INDUSTRIAL QUE UTILIZAM MEDIDORES NUCLEARES.
As indústrias siderúrgicas,
petroquímicas, fabricantes de bebidas, de plástico e papel em geral utilizam
equipamentos fixos com fontes radioativas incorporadas para medição de nível ou
espessura, assim como medidores portáteis para medição de densidade e
compactação de solos. No Brasil existem atualmente até 13/05/2014, cerca de 422
empresas que atuam com medidores nucleares em controle de processos devidamente
registradas e certificadas pela CNEN e 19 empresas com medidores nucleares no
sistema portátil (CNEN, 2014).
2.4.1 TIPOS DE MEDIDORES.
Medidores por Transmissão (beta ou fóton). Nesta
aplicação a amostra é colocada entre a fonte de radiação e o detector. A
radiação interage com a amostra e o grau de atenuação é uma medida direta da
espessura ou densidade. O tipo de fonte e sua intensidade é uma função do
material da amostra. Dependendo da aplicação, a fonte de radiação pode ser uma
fonte beta, gama ou um tubo de Raios-X.
As atividades das fontes beta variam de 40 MBq até 40
GBq, enquanto as atividades das fontes de radiação gama variam de 0,4 a 40 GBq.
Aplicações típicas:
(a) Medidores com fontes de radiação beta - Medição de
espessuras de plástico, papel, chapas finas de metal, borrachas, têxteis, etc.
- determinação do conteúdo de tabaco em cigarros, - medição do nível de pó e
poluentes em amostras de papel de filtro.
(b) Medidores com fontes de radiação gama - medição de
espessuras de chapas metálicas (laminadores), vidro, plástico, borracha, etc.,
em espessuras consideradas grandes para fontes beta. Monitoração do fluxo de material em correias
ou tubulações- medidas de densidade óssea para diagnose de osteoporose.
(Halmshaw, 1995).
Medidores por Retro espalhamento Beta - neste caso a
fonte e o detector ficam na frente da amostra, sendo o feixe primário blindado.
A intensidade da radiação retro espalhada dá uma indicação da espessura ou do
número atômico da amostra. As fontes mais utilizadas são 147Pm, 85Kr, 204Tl e
90Sr/90Y. Para fontes pontuais as atividades variam na faixa de 40-200 MBq.
Aplicações típicas incluem:
- medição da
espessura de finas amostras de papel, plásticos, borracha, etc.;
- determinação da espessura de revestimento sobre um
substrato, considerando uma suficiente diferença de densidade ou número atômico
dos dois materiais envolvidos.
Como os medidores beta, a fonte e o detector são
montados sobre a amostra e a intensidade da radiação espalhada é uma medida
direta da espessura ou do número atômico médio da amostra. O método é usado
para medida de material composto por elementos de baixo número atômico, onde o
método de retro espalhamento beta não é aplicável. Aplicações típicas: determinação de espessuras de ligas leves,
vidro, plásticos, borracha, etc., acima da faixa de medição das fontes beta,
medida de espessura de paredes de tubos, tanques, vasos de processo, medição de
conteúdo de cinzas em carvão (as cinzas aumentam o número atômico médio), sensores
para máquinas com controle automático para corte de carvão (REIS, 2000).
Medidores de Nível
Os raios gama
ou X são transmitidos de um lado de um contêiner ou tanque para um detector
montado no lado oposto ou algumas vezes de uma fonte dentro do tanque para um
detector do lado de fora. A intensidade da radiação que atinge o detector
depende principalmente do nível do conteúdo do tanque. Fontes mais utilizadas: -
241Am (4 GBq ) para medição de nível em garrafas de vidro; 137Cs e 60Co
(atividade de acordo com as dimensões e conteúdo do contêiner, normalmente
variando de 2-80 GBq). (REIS, 2000).
Aplicações
típicas: controle de preenchimento de embalagens, rejeitando automaticamente as
preenchidas parcialmente, controle de nível de grandes vasos, alimentadores,
tanques, por exemplo, líquidos em vasos, carvão em silos, alinhamento do
alimentador e do contêiner em fornos.
Medidores por Absorção Seletiva de Raios Gama
Raios-X ou
raios gama de energia específica são transmitidos através da amostra a ser
analisada (figura a seguir). A energia da radiação é escolhida de maneira que a
absorção na amostra seja predominantemente seletiva em relação a um composto ou
elemento (usualmente de alto número atômico em oposição ao baixo número atômico
médio do material). As fontes mais utilizadas são: 241Am/Ag (400 MBq ) para medição de enxofre em
óleo, 55Fe (800 MBq ) para medida de cinza em papel.
Aplicações mais comuns: Medição de enxofre em óleos, medição de chumbo em
gasolina, medição de cinza em papel.
Medidor de Nível é um sistema de medição por raios
Gama que é posicionado verticalmente em um tanque e do outro lado uma câmara de
ionização que transforma a radiação Gama recebida em um sinal elétrico de corrente
contínua. Como a transmissão dos raios é inversamente proporcional à altura do
líquido do tanque, a radiação captada pelo receptor é inversamente proporcional
ao nível do líquido do tanque, já que o material bloquearia parte da energia
emitida. Em geral medidores de nível são dotados de material de meia vida muito
longa, como Cs-137 ou Co-60, com atividades da ordem de milicuries, sendo sua
operação bastante segura, uma vez que a fonte radioativa não opera fora da
blindagem. Entretanto operações de manutenção de equipamentos, estocagem de
fontes com baixa atividade podem ser responsáveis por acidentes causados por
pessoas sem treinamento ou sem conhecimentos básicos de radioproteção. Algumas
aplicações: tanques, autoclaves, reatores de alta e baixa pressão,
vaporizadores com vácuos, tanques com produtos quentes, canos, etc. (GODOI,
2001).
2.5 CAPACITAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DOS IOES
.
2.6 PLANO DE RADIOPROTEÇÃO PARA USO DE MEDIDORES NUCLEARES.
O Plano de Radioproteção
(ou Plano de Proteção Radiológica) é um documento exigido para fins de
licenciamento da instalação radiativa, que estabelece o sistema de
radioproteção a ser implantado. Ele contém toda a informação relevante para o
trabalho com materiais radioativos com segurança. São descritos desde os responsáveis
(Empregador, Titular, Supervisor de Radioproteção e o Supervisor Substituto de
Radioproteção) até as formas de atuação em situações de emergência.
O Plano de Radioproteção é
um documento que trata sobre o Risco Físico “Radiações Ionizantes” e é obrigatório
haver uma cópia anexa ao PPRA (Plano de Prevenção de Riscos Ambientais). Para a
Elaboração do Plano de Radioproteção serão necessárias diversas informações,
exigidas pela CNEN (NN 3.01, item 5.3.8) (PRORAD, 2014).
1 - Dados Cadastrais
(Nome da instalação, CNPJ,
Endereço, Bairro, Cep, Cidade, Estado, Nome do Titular, do Supervisor de
Radioproteção e do Substituto). Obs.: Caso o Supervisor de Radioproteção não
seja funcionário da Empresa, a empresa deverá apresentar cópia do Contrato de
Prestação de Serviço, firmado entre a instalação radiativa e o supervisor,
devendo ainda conter as atividades desenvolvidas (item 5.3.9 da Norma
CNEN-NN-3.01) e a jornada de trabalho. O substituto do supervisor não precisa
ser habilitado pela CNEN, mas precisa comprovar treinamento em radioproteção
(40 h), além de ser funcionário da empresa.
2 - Descrição da
Instalação:
(Atividade principal,
Justificativa para a utilização de Radiações Ionizantes)
3 - Descrição do Serviço
de Radioproteção:
3.1 - Relação de Pessoal
(Nome, Formação, Função, jornada, Credenciamento CNEN quando aplicável).
3.2 - Descrição dos
Medidores de Radiação:
(Tipo, Fabricante, Modelo,
Nº de Série, Nº do Certificado de Calibração, laboratório de calibração).
3.3 - Descrição dos
Medidores Nucleares:
(Aplicação, Fabricante,
Modelo/Tipo, No de Série, Fonte Incorporada).
3.4 - Outros Equipamentos:
4 - Inventário das Fontes
e Equipamentos Emissores de Radiação Ionizante:
4.1 - Inventário das
Fontes de Radiação Ionizante (Fonte, Nº de Série, Atividade (mCi), Data da
Atividade, fabricante).
4.2 - Inventário dos
Equipamentos Emissores de Radiação Ionizante
(Equipamento, Fabricante,
Modelo, Nº de Série, Energia (keV), kV Máx, Corrente (mA), Aplicação,
Localização).
5 - Controle e Segurança:
Descrição e fotos dos Sistemas:
(Sistema de Proteção
Física, Sistema de Sinalização e Sistema de Isolamento).
6 - Programa de Controle
dos Equipamentos do Serviço de Radioproteção
6.1 - Calibração dos
Medidores de Radiação
6.2 - Aferição dos
Medidores de Radiação
(Procedimento, Modelo da
Ficha de Registro, Periodicidade)
6.3 - Teste de Fuga nos
Medidores Nucleares
(Procedimentos, Modelo da
Ficha de Registro, Periodicidade)
7 - Programa de
Monitoração de
Área e Equipamentos
Emissores de Radiação Ionizante:
Descrever o Programa (Modelo
da Ficha de Registro do Levantamento Radiométrico, Periodicidade)
8 - Função, Descrição e
Classificação das Áreas:
(Se necessário, incluir
Cálculo das Taxas de Dose).
9 - Programa de
Treinamento:
(Técnicos do Serviço de
Radioproteção: Carga horária sugerida de 40 horas), (Programa, Carga horária,
Periodicidade, Participantes).
10 - Instruções fornecidas
aos Trabalhadores, ou afixadas em locais determinados.
11 - Programa de
Monitoração Individual (Quando aplicável):
(Tipo do Dosímetro,
Empresa Fornecedora).
12 - Exames Médicos:
(Admissional, Periódicos,
Demissional e Especiais, em caso de acidente).
13 - Local de
Armazenamento:
(Sistema de Segurança,
Sinalização Isolamento, Fotos do Local e Arredores).
13.1– Local para Guarda
Temporária de Equipamentos Emissores de Radiação Ionizante (quando necessário).
14 - Programa de
Emergência (observar subseção 5.3.8, letras O e P):
(Relatórios e Investigação
de Acidentes, Verificações, Auditorias)
Obs.: Incluir telefones da
Empresa, Titular, Supervisores de radioproteção e da CNEN.
15 – Programa de Garantia
da Qualidade aplicável ao sistema de proteção radiológica.
16 - Programa de Registros
da Instalação:
(Documentação da
Instalação que deverá ser arquivada, Local de Arquivamento e Responsável).
17 - Planta da Instalação
com a Localização dos Equipamentos Emissores de Radiação Ionizante.
18 - Referências
bibliográficas:
OBS.: Todas as folhas do
Plano devem possuir em seu “Rodapé”, numeração das páginas, nome e rubrica de
quem elaborou, quem revisou e do Titular da Instalação, e campo reservado para
rubrica da CNEN. (CNEN)
3. MATERIAIS E MÉTODOS.
Foi utilizado pesquisas: Artigos científicos, AIEA,
CNEN, SCIELLO, internacionais, e consultas em livros com referências em energia
atômica, nuclear, raios x, radiologia industrial e monografia digitalizadas,
separando e analisando os conteúdos para poder fazer uma monografia com
autenticidade e coerência.
4. RESULTADO E DISCUSSÃO.
Como resultado observa-se que
a utilização de medidores nucleares apesar de utilizar fontes radioativas é uma
área muito segura pois para atuar nesta área exigisse certificações e
treinamentos constantes segundo normas estipuladas pela CNEN, essa cobrança
constante facilmente vista como uma cobrança em sequência. A CNEN cobra das
empresas e pessoas que desejam se qualificar para esta área e as empresas
exigem o mesmo para a admissão.
Foi observado também que por
se tratar de fontes radioativas as cobranças sobre as equipes que atuam nas
industrias é maior e não abre espaços para falhas, pois uma falha pode acabar
se tornando fatal. Segundo, Angelo Tavares da Silva e Everton Fonseca Ferreira,
os medidores nucleares apresentam alto nível de confiabilidade e exigindo pouca
manutenção. Não interferem no processo químico e são imunes as características
físico química dos produtos. A estrutura montada para o serviço de
radioproteção na área de medidores nucleares tem sido útil também para
supervisionar serviço de radiografia industrial (SILVA, 1996).
5. CONCLUSÃO.
Concluiu-se a utilização de
medidores nucleares na indústria torna todo processo de produção mais preciso,
rápido e seguro que a utilização de seres humanos para este processo. Vale
ressaltar que a fonte radioativa, dependendo de qual está utilizando, sua meia
vida geralmente para este processo é longa e não precisa de manutenção, assim
com uma fonte por exemplo, uma indústria pode funcionar por anos sem ter que
efetuar a troca e compra de uma nova fonte. O uso de medidores Nucleares na
área da indústria vem crescendo constantemente no Brasil e a procura pela
capacitação e certificação por parte dos IOS também é grande segundo dados
obtidos através do site da CNEN. Torna-se cada vez mais rigoroso os métodos de
avalições e treinamentos para obtenção dessas certificações também por parte
das indústrias pelo fato de estarem trabalhando com fontes de categoria 3.